Português e Linguagens no ENEM
A prova de Linguagens do ENEM é, antes de tudo, uma prova de leitura. Quem estuda gramática do jeito escolar — decorando nomenclatura de análise sintática — costuma se frustrar, porque não é isso que a prova cobra.
Como a prova cobra Português e Linguagens
O ENEM apresenta textos variados (charge, tirinha, propaganda, notícia, poema, infográfico) e pede que você identifique intenção, tese, efeito de sentido ou recurso usado. A gramática aparece pelo efeito que produz no texto, não pela classificação isolada. Perguntas do tipo "classifique a oração" praticamente não existem.
O que estudar
Os blocos marcados como base são pré-requisito de outros conteúdos — estudá-los primeiro rende em várias frentes ao mesmo tempo.
Blocos-base — comece por aqui
Interpretação e compreensão de textos
O bloco mais importante da prova inteira — atravessa as quatro áreas, não só Linguagens.
Gêneros textuais e funções da linguagem
Saber que tipo de texto está na sua frente muda a forma de lê-lo. Funções referencial, emotiva, apelativa, fática, metalinguística e poética.
Blocos específicos
Variação linguística
Tema recorrente e conceitualmente simples. O ENEM trata pela ótica do respeito à diversidade — alternativas que chamam uma variedade de "errada" costumam estar incorretas.
Literatura contextualizada
Nunca decoreba de datas. O que se cobra é a relação entre a obra e o momento histórico que ela retrata.
Figuras de linguagem
Metáfora, metonímia, ironia, hipérbole — sempre pelo efeito de sentido.
Gramática aplicada ao sentido
Coesão, conectivos, pontuação como recurso de sentido, concordância.
Língua estrangeira
Cinco questões, de interpretação. Vocabulário básico e leitura já resolvem boa parte.
Em que ordem estudar
Interpretação de texto vem primeiro e nunca sai da rotina — é treino diário, não conteúdo a ser "concluído". Depois gêneros e funções da linguagem, que mudam a forma de ler. Variação linguística rende bem pelo custo baixo. Literatura por último, sempre ligada ao contexto histórico.
A armadilha mais comum
A alternativa incorreta em questão de interpretação quase sempre **extrapola** o que o texto diz — ela afirma algo plausível, mas que o texto não sustenta. Antes de marcar, pergunte: isso está escrito aqui, ou eu estou completando com o que já penso sobre o assunto?